Brunna Melo
Um romance sobre consciência, responsabilidade e limite — sem recompensas fáceis, sem explicação pronta.
Sinopse
Diana Aldebaran vivia cercada por más escolhas. Relações instáveis, excessos constantes e decisões tomadas no limite entre fuga e sobrevivência compunham uma vida que parecia funcional, mas estava em colapso silencioso.
Após um acidente que deveria ter sido apenas mais uma noite perdida, Diana retorna ao mesmo ponto — à mesma cidade, à mesma rotina — carregando uma consciência que não possuía antes. O mundo segue intacto. Ela, não.
Enquanto tenta manter alguma normalidade — afastando-se do trabalho, buscando ajuda médica, tornando-se mãe e atravessando um período de isolamento — Diana passa a ter contato com experiências que não se encaixam na lógica comum da realidade. Encontros fora do tempo, estruturas invisíveis e escolhas impostas revelam que sua existência agora está vinculada a algo maior do que sua vontade individual.
À medida que outras histórias se entrelaçam à sua, tornam-se visíveis os mecanismos de poder, troca e controle que atravessam tanto a espiritualidade quanto o mundo material.
Universos que criei é um romance sobre queda, retorno e responsabilidade.
Não oferece redenção fácil. Não promete salvação.
Mostra apenas o que acontece quando alguém enxerga demais para continuar vivendo como antes.

Texto da capa traseira
Após uma noite que deveria ter terminado como tantas outras, Diana Aldebaran sofre um acidente que interrompe bruscamente sua vida — e, ao mesmo tempo, a devolve a ela com uma consciência que não possuía antes. O mundo ao seu redor permanece o mesmo: a cidade pequena, o trabalho na educação, os vínculos familiares, as exigências da sobrevivência cotidiana. Ainda assim, algo se reorganiza de forma silenciosa e irreversível. Diana retorna ao mesmo ponto, mas não à mesma realidade.
A partir desse momento, sua existência passa a ser vivida como um intervalo. Enquanto mantém uma aparência funcional — buscando ajuda médica, afastando-se do trabalho, tornando-se mãe, atravessando o isolamento social — ela é gradualmente conduzida por experiências que escapam às explicações convencionais. Escritórios fora do tempo, corredores de acesso restrito, encontros que não deixam registros, mas alteram destinos, revelam a existência de estruturas invisíveis que operam paralelamente ao mundo conhecido.
Ao longo da narrativa, o leitor acompanha não apenas a transformação de Diana, mas a ampliação do próprio campo da história. Outras trajetórias se entrelaçam à sua, expondo mecanismos de poder, troca, sacrifício e consentimento que atravessam diferentes contextos — da espiritualidade à indústria cultural, do corpo individual aos sistemas coletivos. Nada surge como revelação espetacular; tudo se apresenta com a frieza organizada de algo que sempre esteve ali, aguardando ser visto.
Universos que criei não propõe respostas fáceis nem caminhos de salvação. Trata-se de um romance sobre consciência, responsabilidade e limite. Um livro que questiona o que chamamos de liberdade, sanidade e escolha, mostrando que viver não é apenas atravessar o tempo, mas sustentar as consequências daquilo que se compreende.
Ao final, há apenas a certeza de que alguns retornam ao mundo como antes, enquanto outros, depois de enxergar além da superfície, jamais conseguem habitar a realidade da mesma forma.
A autora
Brunna Melo escreve a partir da observação prolongada do cotidiano e de seus pontos de ruptura. Atuou por dez anos na educação pública, experiência que marcou definitivamente sua relação com linguagem, escuta e responsabilidade narrativa. Sua formação transita entre relações internacionais, políticas públicas e educação, campos que informam um olhar atento às estruturas visíveis e invisíveis que organizam a vida social.
Ao longo dos anos, trabalhou com escrita em diferentes contextos — da revisão acadêmica à comunicação estratégica — sempre interessada na precisão da palavra e no efeito que ela produz. Sua trajetória não separa método e intuição, mas trata ambos como instrumentos de leitura da realidade.
Universos que criei é seu primeiro romance e reúne temas que atravessam sua pesquisa contínua: consciência, limite, poder e retorno. O livro não propõe respostas nem chaves interpretativas. É um exercício de atenção sustentada sobre aquilo que permanece quando as narrativas habituais deixam de funcionar.
Para quem eu recomendaria (e para quem eu não recomendaria)
Eu não recomendaria este livro para todos.
Recomendo para quem:
- tolera ambiguidade e não precisa de guias interpretativos;
- aceita a experiência de leitura como travessia (não como entretenimento);
- gosta de narrativas em camadas, com passagens liminares sem aviso.
Talvez não seja para você se:
- você precisa de resolução clássica, arco redentor e moral explícita;
- você lê buscando conforto imediato, sentido pronto, “explicação final”.
O que fica depois da leitura não é uma cena específica — é uma pergunta incômoda: o que acontece depois que você vê demais para voltar ao lugar anterior?
Detalhes do livro
- Título: Universos que criei
- Autoria: Brunna Melo
- Edição: 1ª edição (2026)
- Local: Itapevi, São Paulo, Brasil
- Gênero: romance | ficção | espiritualidade | poemas
- Páginas: 240
- ISBN: 978-65-01-92714-5
Onde continuar comigo
Se você sentiu que este universo te chamou (mesmo sem saber explicar), talvez a melhor forma de continuar seja pela newsletter Universos — um lugar de permanência, sem pressa.
➡️ universosdabru.substack.com
🌻 Obrigada pela visita e volte sempre!
